terça-feira, 20 de março de 2012

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Essa não deu em pizza...



Servidor do DNIT não consegue explicar enriquecimento e perde emprego

O engenheiro Francisco Augusto Pereira Desideri, servidor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte Terrestre (DNIT), foi demitido ao final de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) instaurado pela Controladoria-Geral da União (CGU), para apurar os indícios de enriquecimento ilícito e outras irregularidades por ele praticadas. O servidor praticou as irregularidades quando ocupava o cargo de gerente na Diretoria de Infraestrutura Terrestre.

Francisco Augusto teve seu nome envolvido em supostas falcatruas a partir de investigações realizadas pelo Ministério Público Federal. Em 2009, o MPF acionou-o juntamente com o ex-prefeito Jayme Campos, atual senador do DEM, para responder a prejuízos na ordem de R$ 1,5 milhão por superfaturamento obras de duplicação da passagem urbana de Várzea Grande, nas rodovias BR 070/163/364. Desideri era um dos responsáveis pelas análises e aprovações de custo da empresa vencedora da licitação.

Na ação incluem também o diretor-geral Maurício Hasenclever Borges e Alfredo Soubihe Neto, diretor de Engenharia Rodoviária, todos do antigo Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER).

Ao longo do processo administrativo e da sindicância patrimonial que o antecedeu, o acusado não conseguiu explicar a movimentação financeira - sobretudo depósitos efetuados em sua conta corrente - e o aumento patrimonial, incompatíveis com seus rendimentos. O enriquecimento ilícito viola o artigo 132 da Lei nº 8.112/1990, o estatuto do servidor público federal.

As alegações apresentadas pelo acusado em sua defesa não eram compatíveis com as declarações por ele prestadas à Secretaria da Receita Federal nem com o resultado das investigações feitas pela área de inteligência da CGU.

Além disso, o servidor exerceu, concomitantemente à sua função pública, a administração da empresa Cotrag Engenharia e Comércio Ltda., infringindo, dessa forma, também o inciso X do artigo 117 da Lei nº 8.112/1990.

De acordo com a conclusão da sindicância patrimonial, instaurada em novembro de 2007, os indícios de enriquecimento ilícito ocorreram nos anos de 2001, 2003, 2004 e 2006. O PAD, recomendado pela comissão encarregada da sindicância patrimonial, foi instaurado em agosto de 2010.

Assinada hoje pelo ministro-chefe da CGU, Jorge Hage, a portaria relativa à demissão de Desideri está publicada na edição desta quarta-feira, 15, do Diário Oficial da União.

Instaurados pela CGU, outros 32 procedimentos disciplinares (entre sindicâncias e PADs), encontram-se em curso, para apuração de irregularidades no âmbito do Ministério dos Transportes, a grande maioria deles relacionados ao Dnit. Esses procedimentos envolvem, aproximadamente, uma centena de servidores.

FONTE: http://www.24horasnews.com.br/index.php?tipo=ler&mat=403678

domingo, 25 de dezembro de 2011

E as ferrovias como andam após a crise nos transportes?


Nova gestão traça plano de mudanças para a Valec

A Valec vai ser submetida a uma reorganização completa de sua estrutura operacional e administrativa, mudanças que também terão implicação na publicação de novos editais para aquisição de equipamentos, contratação de obras e execução de estudos. Depois de protagonizar - ao lado do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) - uma série de escândalos que levou à queda de seu presidente e colocou na lona o Ministério dos Transportes, a estatal das ferrovias se prepara para retomar as operações baseada em um cronograma rígido. Na primeira entrevista concedida desde que assumiu o comando da Valec, há menos de dois meses, o engenheiro civil José Eduardo Castello revelou ao Valor o plano de ação desenhado para a estatal.

A Valec vai publicar já no início de 2012 um novo edital para a compra de 244 mil toneladas de trilhos. Trata-se de 1.711 km de vias em aço para serem usadas na Ferrovia Norte-Sul (entre Tocantins e Goiás) e na Ferrovia de Integração Oeste-Leste, na Bahia. O novo edital traz mudanças importantes em relação à concorrência anterior, cancelada em agosto após uma sequência de irregularidades apontadas pelo Tribunal de Contas da União. Como o Brasil não tem nenhum fabricante nacional de trilhos, a licitação será aberta para a participação direta de fabricantes estrangeiros, sem a atuação de "tradings" locais, como acontecia com o edital anterior. Com a eliminação desse intermediário, Castello garante que o preço da licitação - inicialmente orçada em R$ 807,2 milhões - cairá drasticamente. "Teremos uma concorrência internacional, com a participação direta de siderúrgicas de outros países. Vamos economizar até 40% do valor previsto originalmente", disse.

Paralelamente, será contratada - por meio de licitação a ser publicada em janeiro - uma consultoria empresarial para colocar ordem na gestão da Valec. Essa companhia, segundo Castello, vai desenhar o novo modelo operacional da estatal. "Como engenheiro, enxergo muitos problemas técnicos na empresa. Como gestor público, vejo uma organização com um nível gerencial muito pobre. São dois problemas prioritários que devemos resolver", comentou.

Para melhorar o monitoramento de contratos, a área de tecnologia também começou a passar por uma reformulação. Sistemas de informática deverão ser usados para evitar falhas em etapas como a medição de obras, que checa a execução de serviços para realizar o pagamento. "Os controles atuais realmente são muito frágeis. O uso da tecnologia para esse controle ainda é muito incipiente, tudo era feito como 30 anos atrás".

As mudanças internas também passarão pelo aumento do quadro de empregados e a redução drástica do número de colaboradores comissionados. Hoje a Valec tem 370 trabalhadores, dos quais 245 são comissionados. "O excesso de profissionais comissionados impede que se tenha uma cultura organizacional adequada, dificulta o engajamento porque o funcionário sabe que a qualquer momento pode ser exonerado do cargo", disse Castello. O concurso público também será divulgado no início do ano. A previsão é ampliar o quadro funcional para pelo menos 500 pessoas, das quais apenas 10% serão comissionadas.

A reestruturação operacional da Valec é a preparação do terreno para que a companhia possa, no futuro, optar por uma abertura de capital. "A Valec tem toda a possibilidade de ser uma empresa de capital aberto não dependente dos recursos do Tesouro, como acontece hoje", comentou Castello. "A empresa pode optar, por exemplo, pela abertura de filiais. Você pode ter uma filial na Bahia, explorando a malha específica da Valec. A receita virá da cobrança de pedágio das toneladas que trafegarem pela ferrovia."

A estatal das ferrovias poderá, inclusive, mudar de nome. A identidade atual da Valec tem sua origem no vínculo com a sua ex-proprietária Companhia Vale do Rio Doce (atual Vale), quando esta ainda não havia sido privatizada. "Quando as operações estiverem consolidadas, poderemos fazer essas mudanças institucionais. A Valec é uma empresa 100% pública, concessionária de malha ferroviária, mas à medida em que uma empresa se torna autossuficiente, a lógica é que se corte esse cordão umbilical com o passado."

Com 30 anos de experiência no setor ferroviário, José Eduardo Castello estava à frente da subsecretária de Fazenda e Planejamento do município de Duque de Caxias, no Rio, até ser convidado pelo ministro dos Transportes, Paulo Passos, para assumir o comando da Valec. Com ele, outros três funcionários de carreira e perfil técnico foram alocados nas diretorias de planejamento, finanças e engenharia da estatal.

A crise dos Transportes detonada em julho levou à queda dos presidente da Valec, José Francisco das Neves, do diretor-geral do Dnit, Luiz Antônio Pagot, e do ex-ministro Alfredo Nascimento (PR-AM). Cerca de 30 servidores da Pasta foram afastados desde então. Na semana passada, o Dnit anunciou que, a partir de agora, só aceitará funcionários de carreira para ocupar comandar suas regionais em cada Estado do país, o que afasta a possibilidade de loteamento político nas superintendências da autarquia.

Na Valec, a palavra de ordem é retomar a rotina que, nos últimos seis meses, ficou praticamente paralisada, por conta da suspensão de editais da empresa. "Encontramos falhas em projetos mal feitos e de baixa qualidade técnica. Os métodos de monitoramento e supervisão também têm deficiências. Esses problemas levam a situações como estouro de orçamento, dificuldades difíceis de serem sanadas, mas mudaremos esse quadro", diz Castello. "Houve a decisão do governo de profissionalizar a gestão, faremos isso."


Traçado da linha Oeste-Leste será revisto


A Ferrovia da Integração Oeste-Leste (Fiol), obra que vai cortar o Estado baiano, ligando a cidade de Ilhéus, no litoral, ao município de Figueirópolis, em Tocantins, terá de passar por uma revisão geral. O traçado atual da Fiol, segundo o presidente da Valec, José Eduardo Castello, enfrenta graves problemas com a desapropriação de áreas de licenciamento ambiental complexo.

"São dois abacaxis que temos de descascar. Temos feito reuniões diárias com as equipes de cada área para ver como vamos destravar isso. São gargalos sérios", afirmou Castello.

Com 1.022 quilômetros de extensão, a Fiol soma investimentos de R$ 4,198 bilhões, dinheiro que sairá do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). No primeiro trecho de 537 quilômetros da ferrovia, do litoral até a cidade de Caetité, ainda dentro da Bahia, o trajeto inclui dificuldades como a construção de uma ponte com mais de 3 quilômetros de extensão para cruzar o rio São Francisco. O segundo trecho passa por regiões com inúmeras cavernas, reservas indígenas e até áreas de ocupação irregular.

O problema é que todas as obras da ferrovia já foram licitadas no ano passado. Sete consórcios, com um total de 24 empresas, dividem a construção da ferrovia. Hoje está tudo parado. Nem 10% da extensão total foi construída. "Estamos discutindo com o TCU (Tribunal de Contas da União) se haverá ou não uma nova licitação de alguns lotes. Tudo está sendo reavaliado", garantiu o presidente da Valec.

Os problemas deverão atrasar ainda mais o cronograma previsto para a ferrovia. A previsão inicial era de que o primeiro trecho até Caetité ficasse pronto até julho do próximo ano. A segunda etapa, que emenda mais 485 quilômetros até o município de Barreiras (BA), seria entregue em julho de 2013. Faltariam ainda mais 505 quilômetros para chegar à cidade de Figueirópolis, já no Tocantins, onde ela se encontra com a Ferrovia Norte-Sul (FNS).

A situação da Fiol, que até o início do ano era citada como "preocupante" no balanço do PAC, passou a ser considerada entre as obras em estado de "atenção" no relatório divulgado em novembro pelo governo. No balanço, o prazo para entrega do trecho entre Ilhéus e Caetité foi esticado para junho de 2014. A segunda etapa só deverá ser entregue em dezembro de 2015, portanto, após o término da gestão da presidente Dilma Rousseff. Para a etapa final, que chega a Figueirópolis, nem há uma previsão.


Norte-Sul terá concessões sob nova regra


A Valec quer oferecer as primeiras concessões da Ferrovia Norte-Sul já no segundo semestre do ano que vem. Até junho de 2012, segundo o presidente da estatal, José Eduardo Castello, serão concluídas as obras do trecho de 855 quilômetros de extensão, entre as cidades de Palmas e Anápolis. A ideia é fazer a primeira concessão de ferrovia do país baseada no novo modelo de utilização de malha, que acaba com o monopólio dos trilhos e abre espaço o uso compartilhado da rede.

O novo modelo de concessão, criticado pelas empresas do setor, vai exigir a negociação direta com empresas que, até então, tem o controle de tráfego das ferrovias. Na própria Ferrovia Norte-Sul, a parte da malha que chega ao litoral do Maranhão e está em operação foi concedida em 2007 para a mineradora Vale.

Uma segunda etapa de obra para a FNS - de Anápolis (GO) até Estrela d'Oeste (SP) - está em obras e, segundo Castello, será entregue até julho de 2014. A conclusão das obras é aguardada com expectativa pelos municípios cortados pela ferrovia. "A Norte-Sul já está com 90% de suas obras estruturais prontas aqui na região. O que está faltando agora são ajustes e sinalizações, mas houve uma redução sensível no ritmo das obras ao longo deste ano", disse o prefeito da cidade goiânia e Uruaçu, Lourenço Pereira Filho (PP). "A primeira expectativa era de que a obra ficasse pronta em dezembro de 2010, depois abril de 2011, e agora fala-se em maio de 2012", comentou.

As mudanças de projetos previstas pela Valec também passam por uma revisão geral da Ferrovia Centro-Oeste (Fico). A chamada "Ferrovia da Soja" tem, até agora, apenas um projeto básico deficiente. " Vamos fazer o edital de licitação para o projeto executivo dessa ferrovia, no trecho de Lucas do Rio Verde (MT) à Campinorte (GO), onde se liga com a Norte-Sul. Vamos tentar sair do zero e fazer as coisas bem feitas", afirmou o presidente da estatal.

A previsão é de que a Fico seja executada em duas etapas. A primeira fase, cuja extensão é de 1.040 quilômetros, prevê investimento de R 4,1 bilhões, recurso que sairá do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O segundo trecho da obra, orçado em mais R$ 2,3 bilhões, seguirá de Lucas do Rio Verde até o município de Vilhena (RO), somando mais 598 quilômetros de malha. (AB e RB).

Por André Borges e Rafael Bitencourt De Brasília
fonte: http://www.valor.com.br

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Imagens aéreas mostram avanço nas obras da Arena Pantanal - Cuiabá-MT


O cenário dos jogos da Copa de 2014 começa a ganhar forma em Cuiabá com avanço na edificação dos setores oeste, leste e norte da Arena Pantanal. No canteiro de obras, 35% dos serviços já foram executados e a conclusão do novo estádio está mantida para dezembro de 2012.

Imagens áreas registradas pelo fotógrafo Edson Rodrigues evidenciam que o setor oeste já tem lajes fixadas em três dos quatro andares que serão construídos, além de já ter iniciado a fixação das peças de concreto (vigas-jacaré) que darão sustentação às arquibancadas. As torres de acesso (escadas e elevadores) também já estão avançadas, caracterizado o setor oeste como o mais adiantado na etapa de edificação da superestrutura.



Confira imagens recentes das obras da Arena Pantanal: http://www.copanopantanal.com.br/?p=fotosconstrucao#mega

No setor leste, dois andares já têm lajes assentadas e as torres de acesso já podem ser visualizadas. Em fase inicial, o setor norte começa a ser configurado com a fixação dos pilares, vigas e lajes. É nesse setor que ocorrerá a instalação das primeiras estruturas metálicas, procedimento previsto para o primeiro trimestre de 2012, marcando uma nova etapa na construção da moderna arena multiuso.

A fábrica de pré-moldados também está em ritmo acelerado. Das 7.107 peças previstas, 70% já foram produzidas. O maior destaque é a fabricação de lajes (98%), seguida pelas vigas pré-moldadas (86%), pilares (70%), vigas-jacaré (38%) e arquibancadas (25%). "O volume de produção dessas peças é bastante significativo, especialmente neste momento que estamos erguendo os setores oeste, leste e norte da Arena Pantanal”, explicou o secretário extraordinário da Copa do Mundo", Eder Moraes.

As etapas de drenagem e fundação estão praticamente finalizadas, incluído também a terraplanagem do campo de futebol, que tem 105 metros de comprimento por 68 de largura. O dois túneis de acesso para veículos estão bastante avançados, com destaque para o túnel leste que já esta em fase de conclusão.

Parte das estruturas metálicas das arquibancadas norte e sul também já está armazenada no canteiro de obras. Elas são desmontáveis, permitindo a redução de 30% da capacidade do estádio. A construção do novo Verdão emprega 650 pessoas em vários ramos da construção civil, número que deve chegar a mil trabalhadores no próximo ano.

ARENA PANTANALA obra do novo estádio de Cuiabá inclui a construção de uma arena esportiva e um complexo de lazer. O empreendimento terá capacidade para 43 mil espectadores e foi concebido para receber, além dos jogos de futebol, diversos outros eventos como shows, concertos, congressos e feiras que devem garantir a sustentabilidade financeira da arena.

Nos cenários nacional e internacional, o novo Verdão se destaca como um dos oito estádios brasileiros que buscam a certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), um sistema de certificação para verificar e atestar a qualidade ambiental de um empreendimento.



Fonte: Assessoria Secopa

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Presidente Dilma autoriza implantação do VLT em Cuiabá e VG

O VLT será o modal do transporte de Cuiabá para a Copa de 2014. O governador Silval Barbosa obteve nesta terça-feira (23.08), em Brasília (DF), a confirmação que a presidenta Dilma Rousseff deu sinal verde para a implantação do sistema de transporte urbano de passageiros VLT (Veículo Leve Sobre Trilhos) em Cuiabá e Várzea Grande. A obra é uma das mais importantes dentro do pacote de investimentos no setor de mobilidade urbana previsto para Cuiabá, uma das subsedes da Copa do Mundo em 2014.
Com o aval da presidenta, hoje, quarta-feira (24.08) Silval Barbosa se reúne com a ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão, Miriam Belchior a partir das 14h30 para discutir juntamente com a equipe técnica do Ministério detalhes sobre o sistema. O governador também discutirá com a ministra obras de passagem urbana que integram o conjunto de intervenções previstas.
Apesar do sinal verde, Silval Barbosa se mostra cauteloso. “Infelizmente este é um processo que demora, mas estamos fazendo nossa parte e acompanhando de perto o andamento dele”, ressaltou.  “A presidenta está muito acessível existe um sinal verde, continuarei em Brasília trabalhando. A mudança depende de alterações, estou pressionando, empenhando para que Dilma acate o nosso pedido" - disse em contato com o  Portal de Notícias 24 Horas News.
Há meses que o Governo vem trabalhando para mostrar as autoridades federais que o sistema VLT é mais viável do ponto de vista econômico e estratégico para Cuiabá e Várzea Grande. Havia temor quanto a possibilidade de o Governo Federal insistir no cumprimento do projeto original do caderno de compromissos para a Copa de 2014, que previa a implantação do sistema Bus Rapid Transport, o BRT, com ônibus articulado. "O VLT é mais moderno e atenderá melhor os cidadãos mato-grossenses”, disse Barbosa.
O prazo até a realização da Copa do Mundo para instalação dos trilhos por 23 quilômetros em Cuiabá e Várzea Grande era uma das principais questões a serem tratadas. A proposta do VLT é considerada suficiente  por meio da alocação de várias frentes de trabalho.  O presidente da Agecopa frisou que os prazos são uma preocupação, mas que após aprovado o projeto e superadas as etapas legais, há garantias de que o modelo escolhido será implantado em 24 meses. “Estará em operação antes da Copa” – disse Moraes.
Fonte: Copa no Pantanal/Secom-MT

terça-feira, 9 de agosto de 2011

O fantástico mundo do Museu da BMW.

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Projetado pelo professor e arquiteto vienense Karl Schwanzer, o Museu da BMW, localizado perto do Olímpia Park em Munique, Alemanha, foi inaugurado em 1973. Contudo, na primavera de 2002 iniciaram-se, então, os planos de reforma do museu, seguida por uma radical reconstrução em 2004; e finalmente em junho de 2008, o museu foi reaberto trazendo em seu novo conceito, a ênfase em se posicionar como um museu de marca.
O museu mostra o desenvolvimento técnico da BMW ao longo de sua história e as impressionantes coleções de carros. São desde motores, turbinas, aeronaves, motocicletas e veículos. Sua arquitetura traz aspectos dinâmicos e de extensão urbana, ou seja, continuação da rua em espaço fechado, onde a arquitetura contemporânea interage com os edifícios históricos, da mesma forma como a marca é sempre definida: referência de inovação em design e engenharia.
Quanto aos responsáveis pela sua reforma, o projeto de arquitetura, planejamento e exposições ficou com o Atelier Brückner; projeto de mídia espacial e instalações interativas com a ART+COM; o projeto de iluminação geral com a suíça Delux AG e a restauração da "concha" do edifício e os aspectos técnicos ficaram com a ASP Schweger Associates.



Tríade BMW e sua estrutura

foto4-PPara se ter uma melhor noção quanto ao tamanho, o complexo da BMW é formado pelo BMW Welt, a fábrica e o Museu. Este último é composto pelo Museum Bowl (que carrega a logo no telhado), mais os arranha-céus conhecidos como os 4 cilíndros, além dos baixos edifícios adjacentes.
O Museum Bowl foi conectado aos baixos edifícios adjacentes para aumentar a área de exposição: os originais 1.000 metros quadrados passaram para 5.000 metros quadrados. A nova área do museu oferece, hoje, espaço suficiente para apresentação de cerca de 125 exposições. Esse edifício foi projetado como um "corpo auto-sutentável": a casca de concreto armado suporta o telhado e o caminho em espiral dentro do museu se apóia totalmente nas colunas que suportam as quatro plataformas que aumentam constantemente de tamanho conforme vai se subindo os andares.
foto5-PA fachada prata futurista dá a impressão de um espaço muito fechado, porém o que se vê lá dentro é um espaço bem generoso e muito bem iluminado, com paredes de LED com vídeos que criam um ambiente interativo. A sua base circular alarga de 20 metros a 40 metros de diâmetro. Já nos outros edifícios, os tetos foram removidos e o seu interior foi substituído por uma arquitetura contemporânea de aço e vidro para criar, conscientemente, um grande contraste com o Museum Bowl.
Os materiais mais utilizados foram vidro, aço inoxidável, alumínio e corian branco (material altamente exclusivo para interiores).

Clique nas imagens para ampliá-las


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Conceito e Design

O conceito da exposição não é somente mostrar a história cronológica da BMW, mas também destacar temas específicos e linhas de desenvolvimento que se iniciaram no passado, se mostra no presente e inspira o futuro.
foto35-GSegundo o professor Uwe R. Brückner, arquiteto que criou o novo museu, foi importante criar uma estrutura arquitetônica de longo prazo para que ela seja capaz de ligar a arquitetura original de "Museum Bowl" da década de 70, com a elegância atemporal do estilo atual e ainda com a arquitetura de mídia do século XXI.
Além disso tudo, para sustentar a idéia de mobilidade urbana dentro do museu, seu entorno é caracterizado por ruas, praças, pontes, casas e um terraço que nos leva para dentro do museu, cujo piso é constituído por um asfalto especial lembrando o sabor da estrada.
A parte superior do Museum Bowl, nas plataformas quatro e cinco, é uma projeção panorâmica de 360 graus causando um efeito de um redemoinho, o visitante é puxado para cima e atraído para dentro da sinfonia visual.
As plataformas de exibição parecem flutuar organizadamente ao longo da rampa de kilômetros de extensão, que conduz os visitantes aos cinco andares do edifício. O "Museum Bowl" é reservado para exibições temporárias, enquanto que os edifícios adjcentes aos quais está ligado abrigam sete salas de exposições cada qual com sua própria identidade.
As experimentações no interior de museu envolvem muita mídia interativa, sistemas de som, luzes e vídeos que são completados pela arquitetura moderna de aço e vidro que compõe o interior do museu.



Sinfonia Visual


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Rota Turística

A rota turística conduz os visitantes às 25 áreas de exibições e foi planejada para não haver cruzamentos entre si. Os temas do museu são dedicados à companhia, motocicletas, tecnologia, motos esportivas, séries e a própria marca que são apresentados cada um em uma sala.
A entrada é no piso térreo e dispõe de um vestiário e recepção. Primeiro, o visitante sobe em um espiral ascendente no edifício para visitar as exposições. Slideshows e exposições em profundidade estão localizados em quatro "ilhas" dentro do edifício. Depois do "looping", os visitantes alcançam o andar superior, onde há exposições individuais, uma pequena sala de cinema e várias exposições interativas que explicam mais sobre a tecnologia. Por fim, uma escada rolante conduz os visitantes de volta para o piso térreo.
Pisos de vidros e grandes portas provocam a curiosidade do visitante, pois oferecem uma breve visão das salas de exposição, os atraindo para dentro delas.


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Paredes com conceito "Mediatecture"

A empresa de Berlim ART+COM desenhou uma instalação de paredes de LED em 25 das salas de exposição do museu, transformando o seu interior num imenso painel de vídeo a que seus autores atribuíram à designação de "mediatecture", uma lúdica combinação de mídia com arquitetura.
A G-LEC, empresa de tecnologia visual, desenvolveu painéis, que consistem num sistema de placas brancas de circuito impresso, flexíveis e com díodos distribuídos de forma uniforme, num pitch de 20 mm. Dessa forma, independentemente de como as placas possam ser recortadas de forma a cobrir qualquer canto e obstáculo arquitetônico das superfícies do edifício, algumas das quais arredondadas, torna-se possível controlar cada um dos 1.750.000 LED instalados.

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A instalação no museu apresenta uma superfície de 700 metros quadrados coberta com estes painéis a temperatura de cor exata de 5600ºK, onde mais de 1,7 milhões de diodos emissores de luz foram utilizados permitindo criar imensos efeitos de variação nos interiores, já que todas as superfícies podem exibir vídeo dando uma nova atitude dinâmica.
Neste caso, as placas foram revestidas com placas de vidro fosco para uniformizar completamente a luz e as imagens que mapeiam as superfícies, sendo que a solução é complementada por sistemas específicos de montagem em paredes ou tetos, com juntas específicas para esconder as transições entre painéis, permitindo a manutenção pela frente ou por trás.

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Viagem pelas Salas de Exposição

Cada sala de exposição tem sua própria linguagem e sua própria identidade. Porém existem elementos em comum entre elas que aparecem nos diferentes pisos do museu criando uma organização temática vertical. Nota-se também, que cada sala de exibição destaca um objeto ou uma linha de desenvolvimento que se deu através dele.

As salas

BMW Platz
foto8-PExistem duas entradas para o museu, uma passa pelo shopping e a outra é adjacente ao café-bar. O saguão da entrada permite uma visão da parte central, o coração do museu da BMW, o BMW Platz. Ali o visitante passa diversas vezes e sempre experimenta novas perspectivas. O Platz tem uma linguagem urbana, dinâmica e elegante. Fachadas de vidro, aço polido de alta qualidade e um terreno de asfalto polido expressam uma percepção espacial sempre em constante movimento.
Aqui são apresentados alguns carros da BMW que fazem o visitante se adentrar no museu. Através dos painéis de vídeo, os carros passam entre os visitantes como paisagem em movimento e contrabalanceiam a arquitetura marcada pelos tons brancos e cinzas que se espalham por todo museu.
As fachadas ou paredes das salas de exibições do entorno do BMW Platz foram projetadas como "Mediatecture", e mostram os motivos e temáticas expressivas e abstratas da BMW como, por exemplo, o prazer de dirigir.
Sala de Projetos
Há uma escultura cinética constituída de 714 bolas de metal penduradas, que traduzem metaforicamente os temas dos projetos na sala. A escultura se transforma em formas típicas de veículos BMW.
O tamanho e a forma dessas imagens se transformam como espelhos dentro do "Treasure Trove", tomando espaço dentro do estúdio. A BMW projeta ícones que são refletidos através de campos retangulares, ao mesmo tempo em que projetistas falam através de vídeo e áudio deixando a inspiração no espaço.

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Sala da Companhia
É exibida a história da empresa em diferentes aspectos que são colocados em uma linha do tempo criada através de uma construção tridimensional. Altas mesas suportam tablets onde o visitante pode folhear vários tópicos e recuperar informações absorvendo a fundo a história da BMW.

Sala da Motocicleta
foto3-PA BMW é o único fabricante "Premium" que desenvolve carros e motocicletas no mundo. Dedicando, portanto, uma sala exclusivamente para motocicletas. Aqui, uma valiosa coleção de veículos duas rodas é apresentada como objeto estético na parede feita com aço de alta qualidade.
Atrás de cada motocicleta, é apresentado um gráfico ilustrando as inovações relacionadas àquela motocicleta. Só de passar, o visitante pode claramente entender o que está sendo mostrado sem necessidades de se aprofundar na visita.
Casa da Tecnologia
O visitante entra na sala da "Construção Leve – menos é mais", ou seja, aqui são mostrados como o peso dos carros e motocicletas pode ser reduzido através da construção, tecnologia e material.
Um dos materiais mais usados, o Transquieto, um vidro acrílico microperfurado que é usado como material de produção espacial é uma estrutura com centenas de pequenos orifícios que absorvem as ondas sonoras. Este material é, portanto, especialmente adequado para melhorar a acústica de um quarto. Além de ser a maior parte formadora desta sala, outras salas também usam este material. Painéis de Transquieto são usados para elucidar as inovações tecnológicas de motores de seis cilindros.

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A última parte desta sala se foca na aerodinâmica, com o tema: "Aerodinâmicas. Moldadas pelo vento". Esta área tem a aparência de um túnel de vento formada com folhas de Transquieto emitindo pulsos sincronizados de luzes. Uma grande projeção mostra as forças e os efeitos da aerodinâmica nos veículos, e como isso sua importância durante o processo de desenvolvimento. A música desta sala foi baseada no som de um verdadeiro túnel de vento.
  
Sala dos Motores Esportivos
Através de uma ponte, o visitante sai da Sala da Tecnologia e entra na sala das Motos Esportivas, onde é destacada toda história do esporte de corrida da BMW. Essas corridas são introduzidas em um mapa da Europa para dar uma noção geográfica do contexto. Filmes e fotos mostram informações adicionais e refletem a fascinação das corridas e dos veículos.
A área "Touring Cars. Na pista mais rápida" é o clímax cenográfico da Sala das Motos Esportivas. Cinco exibições são formadas usando performances de exibição de mídia. Contando também com a ajuda do uso de documentário, som e efeitos dinâmicos de iluminação que geram uma atmosfera de tensão das corridas. No lado oposto da sala, um documentário usa o emocional puxando o visitante para os acontecimentos. O mega som tocado por uma banda de rock expressa o drama dos acontecimentos e os sentimentos de sucesso e paixão.



Sala das Séries
Apresenta as políticas de sucesso das linhas dos modelos BMW. Esta sala é ladeada de instalações não antes vistas que atravessam toda a estrutura do edifício. As plataformas de estrutura delicada e transparente mais os cabos de aço formam a Torre de Classe, onde importantes BMWs parecem flutuar em suas posições. Ali também se encontra um palco feito de jacarandá indiano que exibe antigos e luxuosos sedãs.
Este espaço mostra como em 1978, a BMW se tornou a primeira montadora de carros a ter uma produção de carros esportivos em série. O visitante pode também recuperar ruídos de um motor específico, pois um método de gravação especial permite uma experiência de som impressionante.

Sala da Marca
O fenômeno da marca BMW é finalmente exibido nesta sala. Portanto, aqui o visitante é o centro das atenções, aqui se fala sobre a comunicação da BMW com o cliente em duas áreas. Na primeira, se documenta as experiências de clientes com suas BMWs e a segunda, foca a comunicação da BMW com seus clientes.

Museum Bowl
foto20-PTambém conhecido como saladeira ou caldeirão branco, no hall do "Museum Bowl" tem se a exposição "Visões. Maneiras no futuro." Que demonstra o compromisso da BMW no campo da sustentabilidade e redução de combustível, enquanto continua a aumentar seu desempenho.
A exposição central é o BMW H2R, um carro movido a hidrogênio com uma pele exterior de plástico de carbono, que pode atingir uma velocidade de até 200 quilômetros por hora. Bolas de plástico translúcido e fixadas no corrimão dão rítmo à rampa e incluem textos e informações gráficas sobre os automóveis expostos e seu contexto cronológico. Aqui, os carros-conceitos são apresentados em pedestais rotatórios iluminados por baixo.

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Mais que um sucesso

Depois de passar por todas essas experimentações, sensações e adquirir um novo sentimento de grandiosidade, o visitante entende que o museu faz sucesso não somente pelo fato de apresentar a história e coleções da BMW, mas também por fazê-lo experimentar através da interação de seus sentidos com o museu, as linhas de tecnologia e desenvolvimento de cinco anos de geração BMW. Justificando, assim, as 250.000 visitas por ano, por pessoas vindas de diversas partes do mundo!

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Ficha Técnica:

Plano Geral, Arquitetura, Exposição de Design, Cenografia: ATELIER BRÜCKNER GmbH, Stuttgart
Projeto de Mídia Espacial e Instalações Interativas: ART+COM AG, Berlin
Design Gráfico e Identidade Visual: Integral Ruedi Baur, Zürich
Fotografia: Marcus Meyer
Início do Projeto: 2003
Início do trabalho de Construção: 01 de Novembro de 2006
Cerimônia de abertura: 19 de Junho de 2008
Aberto ao público: 21 de Junho de 2008
Orçamento total: 80 milhões de euros
Espaço de Exibição: 5,000 m²
Net Total Area: 10,000 m²
Área Bruta: 12,200 m²
Uninterrupted Parcours: Approx. 1000 m comprimento
Andares: 3 in the Permanent Exhibition Area, 5 in the Special Exhibition Area ("Museum Bowl")
Número de salas: 7 Exhibition Houses
Número de Temas: 25 Areas
Número de Exibições: 125

Fonte:

Dados e Imagens: BMW, Yatzer, Revista IP, Dezeen, Moa, Metalica.com.br

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Edifício mais alto da América Latina é inaugurado no Panamá

O empresário americano Donald Trump inaugurou nesta quarta-feira (6) o Trump Ocean Club International Hotel & Tower Panamá, complexo de 70 andares localizado de frente para o Oceano Pacífico, na capital do país. Em formato de vela de barco, o edifício é considerado o mais alto da América Latina, alcançando cerca de 284 m de altura.

O projeto, assinado pelo escritório colombiano de arquitetura Arias Serna Saravia, é dividido em três áreas. Na parte mais baixa, de 11 andares, há uma área de 57 m² reservada para lofts com até dois quartos. Já na "vela" do edifício ficarão as residências, que comportam a maior parte do edifício, e as 47 suítes de hotel.

O edifício também conta com 37 elevadores, spa, marina, cassino, lojas, restaurantes, boutiques e uma ilha com praia particular, além de um terraço de mais de 900 m² com uma piscina com vista para o oceano e um centro de convenções de 4.200 m².

O empreendimento é o primeiro do empresário Donald Trump na América Latina. A obra está avaliada em mais de 400 milhões de dólares.
Fonte:http://www.piniweb.com.br


A responsável pelo designer do novo hotel é a empresa colombiana Arias, Serna e Saravia, formada pelos arquitetos Alvaro José Arias e Luis Fernando Serna e o engenheiro civil Eduardo Saravia, que teve o início do desenvolvimento dos projetos no ano de 2006




Pode nao parecer mais que existe uma grande semelhança......
Aos arquitetos ficam uma dúvida, neste mundo nada se cria mais tudo se copia? Há de se lembrar que o projeto do Burj Al Arab foi desenvolvido pelo arquiteto inglês Tom Wright da Atkins Middle East localizado na Inglaterra, e que o início de sua construção foi em 1994.